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Revista Acervo abre chamada de artigos para o dossiê "Memórias e legado das resistências negras"
Em 12/11/2018 às 16:04

A revista Acervo abre chamada de artigos para o dossiê Memória e legado das resistências negras. A edição tem previsão de publicação em janeiro de 2020, e é organizada pelos historiadores Carlos Alberto Ivanir dos Santos, do Arquivo Nacional, e Álvaro Pereira do Nascimento, da Universidade Federal Rural do Rio de Janeiro.

 

Espera-se artigos inéditos de cunho teórico e metodológico que possam vislumbrar as inúmeras experiências históricas, culturais e religiosas, e formentar reflexões sobre as construções e os lugares de memórias e resistências dos grupos negros no Brasil. Os trabalhos devem estar de acordo com as normas editoriais e atender ao escopo apresentado.

 

A revista Acervo recebe somente submissões assinadas por doutores ou que tenham doutores como coautores. E o prazo para submissão de artigos é até o dia 30 de abril de 2019.

 

Saiba mais aqui.

 

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memoriacoletivahorror
Conheça o Dicionário da Memória Coletiva
Em 09/11/2018 às 17:08

Os debates sobre a memória tem sido temas muito presentes na esfera pública nos últimos anos. Baseado nisso o Dicionário da Memória Coletiva traz uma proposta de releitura moral do nosso passado recente no que se concerne a memórias do horror, se tornando uma reflexão política da segunda metade do século XX e início do século XXI. Assim como considera o historiador e sociólogo norte americano John Torpey (Politics and the Past: On Repairing Historical Injustices, 2003), o aumento da preocupação com a memória se tornou um fenômeno que foi suplantado, na política contemporânea, as formas visionárias de imaginar o futuro.

 

O trabalho com a memória pode nos ajudar a colocar em primeiro plano a figura da vítima e fazer da empatia, uma capacidade de se colocar no lugar do outro, com o centro da reflexão moral sobre o que permanece em nós desse passado, e acima de tudo, sobre como devemos nos posicionar diante dele. Assim, como afirma a socióloga argentina Elizabeth Jelín, "falar de memória significa falar do presente. A memória não está falando do passado, mas da maneira como os sujeitos constroem um sentido do passado em sua ligação (...) com o presente e um futuro desejado".

 

Em uma realidade de aumento significativo de estudos acadêmicos sobre memória coletiva, museus e lugares de consciência no mundo inteiro, querendo ou não, a memória ainda não é parte trivial de nossa agenda de cidadania, reinvindicações políticas e produções culturais. O dicionário então se torna uma ótima oportunidade para levar ao público um trabalho introdutório de reflexão coletiva sobre o tema e proporcionar "instrumentos analíticos" pensados para ajudar a orientar aqueles que querem aprofundar um pouco mais sobre as questões.

 

O Dicionário da memória coletiva foi dirigido pelo professor de história da Universidade de Barcelona Ricard Vinyes, começou em 2010 mas só foi concluído em 2017.  O resultado final é um volume de 600 páginas que conta com um total de 272 ártigos, realizados por 187 autores. O volume conta com uma coleção de 43 imagens, uma lista de 19 filmes e por enquanto só está disponível em espanhol.

 

Os temas trazidos envolvem a memória do nazismo e da repressão soviética, ditaduras latino americanas, o discurso de Allende no palácio de Moneda e outros. A dificuldade de se cristalizar e definir acontecimentos ao redor do mundo trouxe uma lacuna no que tange à respeito da Asia e África, e deixou de fora alguns temas como o horror cometido com os negros no Cais do Valongo do Rio de Janeiro e outros.

 

O dicionário está disponível gratuitamente e você pode acessa-lo clicando aqui.

ibrammp8502018
Consulta Pública MP n. 850, extinção do IBRAM e criação do ABRAM
Em 09/11/2018 às 14:43

O e-Cidadania, site onde é possível dar sua opinião sobre projetos de lei, medidas provisórias e outras proposições que tramitam no senado, está realizando uma Consulta Pública a respeito da MEDIDA PROVISÓRIA nº 850 de 2018, que pode ser conferida aqui.

 

A MP n. 850/2018 autoriza o Poder Executivo federal a instituir a Agência Brasileira de Museus - Abram, serviço social autônomo, na forma de pessoa jurídica de direito privado sem fins lucrativos, extingue o Instituto Brasileiro de Museus - Ibram, e dá outras providências.

 

Você pode participar da Consulta Pública aqui, vote e deixe sua opinião.

georreferenciamento_seti_ufg
SeTI apresenta mapas para uso da comunidade da UFG
Em 08/11/2018 às 15:46

Já está disponível o acompanhamento dos locais de entrega dos malotes do Cidarq e a identificação dos pontos de Wifi na Regional Goiânia.

Mais informações

arquivonacionalalemaes
Autoridades alemães fazem pesquisas em Arquivos da America do Sul em busca de nazistas
Em 06/11/2018 às 14:42

O Arquivo Nacional recebeu na segunda-feira, 29 de outubro, três comissários do Escritório Central de Administração Judiciária Nacional em Ludwigsburg, Alemanha, que fazem pesquisas em Arquivos Nacionais da América Sul, como os da Argentina, Bolívia, Chile, Peru e Uruguai em busca de nazistas.

 

O objetivo da pesquisa que será realizada nas próximas duas semanas, é procurar em documentos relativos à imigração que constam do acervo do Arquivo Nacional pistas para encontrar nazistas que escaparam para a América Latina. O principal fundo a ser consultado é o Serviço de Polícia Marítima, Aérea e de Fronteiras (SPMAF) dos estados de São Paulo, Santos e Santa Catarina. Caso estejam vivos e com menos de 100 anos — idade máxima para prender alguém, segundo a legislação alemã, — eles podem ser processados, já que a Alemanha não anistiou seus criminosos de guerra.

 

Desde 2009, o Escritório Central de Investigação dos Crimes Nazistas já fez várias visitas ao Arquivo Nacional, no Rio de Janeiro, à procura de registros de alemães nascidos entre 1916 e 1931. Quem se encaixa no perfil tem os dados enviados à sede na Alemanha, que verifica se a pessoa esteve a serviço do Terceiro Reich. O objetivo principal é encontrar pessoas que fossem bem jovens na época – cuja probabilidade de estarem vivas é maior – e que exercessem funções de baixo escalão, como guardiões de campos e contadores ou fossem membros da Juventude de Hitler.

 

Entre os prontuários analisados anteriormente pela equipe foi encontrado um registro de oficial que participou de uma unidade de extermínio na Ucrânia, mas que já estava morto na época da pesquisa. Ele fugiu para o Brasil, onde formou família e morreu de velhice.

 

O mais famoso caso de oficial nazista que se escondeu em terras brasileiras foi o de Josef Mengele, conhecido como "Anjo da Morte". Ele foi o médico em Auschwitz (rede de campos de concentração e extermínio localizados no sul da Polônia) encarregado da triagem de prisioneiros, que eram enviados para trabalho forçado ou câmara de gás. Morreu aos 67 anos, em 1979, afogado em Bertioga (litoral de São Paulo) sem nunca ter sido julgado.

 

Pesquise você também no Arquivo Nacional. As consultas podem ser feitas através do Sistema de Informações do Arquivo Nacional – SIAN, clicando aqui, através do atendimento presencial no Rio de Janeiro e em Brasília, de segunda-feira à sexta-feira entre 7h30 e 19h30 ou pelo atendimento a distância disponível aqui.

Confira a matéria na integra no site do Arquivo Nacional.

 

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